Atualizado em 21 de julho de 2026

Realismo e Naturalismo no ENEM 2026: Machado e O Cortiço

Realismo e Naturalismo dominam Linguagens no ENEM. Veja Machado de Assis, O Cortiço de Aluísio Azevedo e como resolver qualquer excerto desse período.

Resumo — o que você vai aprender

  • O Realismo (1881–1902) começa quando Machado de Assis publica Memórias Póstumas de Brás Cubas — um narrador já morto que conta a própria vida com ironia implacável, sem nenhum romantismo.
  • O Naturalismo aplica o determinismo científico à literatura: em O Cortiço (1890), Aluísio Azevedo trata o ambiente como força que molda e degrada os personagens sem que eles possam resistir.
  • O ENEM nunca pede a definição dos movimentos: apresenta um excerto e cobra identificação do ponto de vista do narrador, da ironia e do papel do ambiente no texto.
  • A chave do Realismo é o narrador Machado: cínico, irônico, distanciado — e raramente honesto sobre seus próprios motivos.
  • A chave do Naturalismo é o ambiente: observe como o texto descreve o espaço e o que isso revela sobre os personagens que vivem nele.

Em 1880, a Revista Brasileira começou a publicar um romance cujo narrador já estava morto. Joaquim Maria Machado de Assis escreveu Memórias Póstumas de Brás Cubas (Wikipedia) a partir de um ponto de vista impossível — um "defunto-autor" que conta a própria vida do além com ironia fria, sem heroísmo, sem o romantismo que dominava a literatura brasileira das décadas anteriores. O livro saiu em volume em 1881 e marcou o início do Realismo no Brasil. Mais de 140 anos depois, esse mesmo narrador impossível aparece como excerto nas provas de Linguagens do ENEM — e boa parte dos candidatos tenta adivinhar o significado em vez de usar a chave certa. Este guia mostra qual é essa chave para o Realismo e para o Naturalismo, os dois movimentos que dominam a segunda metade do século XIX na literatura brasileira.


Por que esse período importa tanto para a prova de Linguagens

O Romantismo (1836–1881) idealizava: o índio era herói, o Brasil era paraíso, o amor era impossível e sublime. Você viu isso no guia sobre as 3 gerações românticas. O Realismo fez o movimento oposto — olhou para a sociedade tal como ela era: hipócrita, patriarcal, marcada pela escravidão (abolida em 1888, sete anos depois do início do movimento) e pela desigualdade.

Esse olhar crítico é o que torna o período tão rico para o ENEM. A prova de Linguagens não testa definições de movimentos — testa leitura crítica. E os autores realistas e naturalistas produzem exatamente o tipo de texto que a banca precisa para esse fim: narradores que mentem, linguagem clínica com função política, ironia como ferramenta de dissecação social.

O contexto histórico intensifica tudo isso. Entre 1881 e 1902, o Brasil viveu a abolição da escravidão (1888), a Proclamação da República (1889) e a acelerada urbanização do Rio de Janeiro. A literatura absorveu essa turbulência — e a banca usa esses textos para questões que conectam forma literária a transformação social.

As 45 questões de Linguagens do ENEM 2026 serão aplicadas no Dia 1, em 8 de novembro, junto com Ciências Humanas e a Redação.


Realismo Brasileiro — Machado de Assis

O contexto intelectual

O Realismo chega ao Brasil influenciado por três correntes que sacudiram o pensamento do século XIX: a teoria evolutiva de Charles Darwin (publicada em 1859), o Positivismo de Auguste Comte (que queria aplicar o método científico à compreensão da sociedade) e a crítica materialista do capitalismo. A missão da literatura realista era olhar para a realidade sem véu — mostrar a sociedade como ela é, não como se gostaria que fosse.

Machado de Assis (1839–1908)

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839 no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro (Wikipedia). Filho de Francisco José de Assis, pardo e pintor de paredes, e de Maria Leopoldina Machado da Câmara, imigrante portuguesa, Machado cresceu em meio à pobreza, foi gago, sofreu de epilepsia e era praticamente autodidata — e se tornou o maior escritor da literatura brasileira, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.

Essa trajetória importa para o ENEM não como curiosidade biográfica, mas como chave de leitura: Machado enxergou de dentro as contradições da sociedade brasileira. Conhecia tanto a pobreza quanto a elite que frequentou, tanto as hierarquias que o circundavam quanto os salões literários que o acolheram. Essa dupla visão alimenta a ironia que atravessa toda a sua obra realista.

Duas fases claramente distintas

A fase romântica (anos 1860–1870) produziu romances convencionais e sentimentais: Ressurreição (1872), A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878). Para o ENEM, essa fase não é relevante — os excertos que aparecem na prova são quase sempre da fase realista, que começa em 1881.

Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)

Serializado na Revista Brasileira entre março e dezembro de 1880 e publicado em livro em 1881 (Wikipedia), o romance abre com uma dedicatória que não tem precedente na literatura brasileira:

"Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas."

O narrador está morto e conta a própria vida do além. Como a morte liberou Brás Cubas de qualquer consequência social, ele poderia ser completamente honesto — mas escolhe não ser. Justifica as próprias falhas, culpa os outros, narra suas conquistas com uma ironia que raramente se volta contra si mesmo.

Esse é o mecanismo central do Realismo machadiano: o narrador que acredita ser mais lúcido do que é. A questão do ENEM nunca pergunta "o que Brás Cubas diz?" — pergunta "por que ele diz isso assim, e o que isso revela sobre quem ele é?"

Dom Casmurro (1899)

Publicado em 1899 (Wikipedia), é o romance que gerou a mais famosa questão literária do Brasil: "Capitu traiu ou não traiu?" Mas para o ENEM, essa não é a pergunta certa. A pergunta certa é: você pode confiar no narrador?

Bento Santiago (Dom Casmurro) reconta a própria vida décadas depois dos eventos, selecionando o que incluir, o que omitir e como enquadrar cada cena. O leitor nunca ouve a versão de Capitu. O que a banca cobra é a percepção dessa assimetria: o texto é construído por um narrador que quer convencer, não informar. A ambiguidade é proposital e constitutiva — Machado deixou o romance aberto para que o leitor nunca pudesse ter certeza.

Quincas Borba (1891)

O personagem Rubião herda a fortuna do amigo Quincas Borba junto com a filosofia de vida que o morto inventou: o "Humanitismo," paródia irônica do Positivismo que justifica toda crueldade como necessidade natural. Gradualmente, a riqueza e a elite carioca destroem Rubião. O ENEM usa essa obra para questões sobre ironia e crítica à ideologia do progresso — o Humanitismo é uma filosofia absurda narrada com seriedade aparente, e o candidato precisa perceber o contraste.

Como o ENEM testa Machado de Assis

A banca apresenta um excerto e faz uma das seguintes perguntas:

  • Qual o efeito da voz do narrador? → identifique o tom irônico e distanciado
  • Qual a relação entre narrador e narrativa? → o narrador tem motivos ocultos, seleciona e distorce
  • O que a linguagem revela sobre o ponto de vista? → Machado usa elegância para esconder julgamentos morais

Os sinais de um excerto machadiano em qualquer questão: narrador que comenta o próprio ato de narrar, elogios que funcionam como crítica, autoconsciência que sugere ironia, ausência completa de ingenuidade ou sentimentalismo.


Naturalismo Brasileiro — Aluísio Azevedo e O Cortiço

O que diferencia o Naturalismo

Se o Realismo tem narradores irônicos que analisam a psicologia da elite, o Naturalismo aplica a lente científica ao ser humano como espécie — determinado por três forças que o personagem não pode controlar:

  • Meio — o ambiente onde vive molda seu comportamento inevitavelmente
  • Raça — a herança biológica define disposições e tendências
  • Momento — o contexto histórico impõe condicionamentos externos

O livre-arbítrio, no Naturalismo, não existe. O personagem não decide — ele é levado. A principal influência é o escritor francês Émile Zola, que desenvolveu o Naturalismo na França com obras como L'Assommoir (1877) — sobre como o ambiente operário degrada uma família parisiense. Aluísio Azevedo fez o equivalente brasileiro.

Aluísio Azevedo (1857–1913)

Nascido em 14 de abril de 1857 em São Luís do Maranhão (Wikipedia), Aluísio Azevedo trabalhou como caricaturista político antes de se dedicar à literatura. Suas duas obras centrais para o ENEM:

O Mulato (1881) — considerado o primeiro romance naturalista brasileiro. Raimundo é filho de uma mulher negra com um comerciante português; educado na Europa, volta ao Maranhão como homem culto e encontra uma sociedade que o rejeita pela cor da pele, apesar da formação. O romance é uma crítica direta ao racismo disfarçado de religiosidade e de valores aristocráticos.

O Cortiço (1890) — a obra central do Naturalismo brasileiro e a mais cobrada no ENEM.

O Cortiço (1890): por que é indispensável

O Cortiço (Wikipedia) é publicado em 1890 — dois anos depois da abolição da escravidão e um ano depois da Proclamação da República — em um Rio de Janeiro que urbanizava rapidamente, recebendo migrantes internos e imigrantes europeus. O cortiço, habitação coletiva de baixíssimo custo, era o alojamento dessa população.

O que Aluísio fez foi singular: o protagonista não é uma pessoa — é o próprio cortiço. O lugar é descrito como organismo vivo que respira, sua, reproduz-se, cresce e molda seus moradores. As pessoas dentro dele são, paradoxalmente, menos vivas do que o espaço.

Os personagens e o que o ENEM cobra sobre eles:

  • João Romão — imigrante português, proprietário do cortiço. Começa trabalhador e acumula riqueza explorando os moradores. Ao longo do romance, decide apagar a origem humilde para se casar com a elite — e abandona Bertoleza sem hesitar.

  • Bertoleza — mulher negra, companheira de João Romão, que trabalha incansavelmente sem receber nada. Quando sua utilidade termina, João Romão a denuncia como escravizada fugida e ela se suicida. Publicado dois anos após a abolição, o romance deixa claro que a lei mudou mas as relações de exploração permaneceram.

  • Jerônimo — trabalhador português disciplinado e honesto que chega ao cortiço com valores firmes. O ambiente o transforma progressivamente: a sedução de Rita Baiana, o calor do Rio, a cultura do cortiço o degradam. É o exemplo mais claro do determinismo ambiental na obra — e o mais cobrado pelo ENEM.

  • Rita Baiana — mulher mestiça que representa, na construção naturalista de Aluísio, a sensualidade "tropical." O ENEM usa excertos com Rita Baiana tanto para questões sobre determinismo quanto para questões sobre o olhar do narrador e os limites ideológicos da ficção naturalista.

O que o ENEM pergunta sobre O Cortiço:

  1. O espaço como sujeito — quando o texto personifica o cortiço (ele acorda, ele ferve, ele se expande), a questão pede identificação dessa técnica e seu efeito de sentido: o ambiente não é pano de fundo, é agente.

  2. Determinismo ambiental — questões que pedem reconhecer como o texto retira a agência dos personagens: em vez de "ele escolheu," o texto diz "o ambiente o fez."

  3. Crítica social — os temas da obra (moradia precária, exploração, imigração, desigualdade racial) mapeiam diretamente sobre temas de redação do ENEM.


Tabela comparativa: Realismo vs. Naturalismo

RealismoNaturalismo
Período1881–19021881–1900
FocoBurguesia, psicologia, moralClasses populares, biologia, ambiente
Visão do humanoEscolha limitada pela sociedadeDeterminismo total (raça + meio + momento)
LinguagemIrônica, sofisticada, distanciadaClínica, objetiva, quase científica
NarradorPsicológico, frequentemente não confiávelObservador distante, quase cientista
Autor-chaveMachado de AssisAluísio Azevedo
Obras essenciaisMemórias Póstumas, Dom CasmurroO Cortiço, O Mulato
Chave no ENEMTom irônico, narrador não confiávelAmbiente como agente, determinismo

Como resolver qualquer excerto desse período no ENEM

Ao receber um excerto do período realista/naturalista, aplique este diagnóstico de três perguntas antes de olhar as alternativas:

1. Quem narra e o que ele quer que você acredite?

Narradores elegantes e sofisticados que falam de si mesmos com leveza são suspeitos — você está em Machado. A pergunta não é "o que o narrador diz?", é "por que ele diz isso assim e o que isso revela sobre quem ele é?"

2. O texto trata os personagens como pessoas ou como espécimes?

Linguagem clínica, comparações com animais, ação sem escolha real — você está no Naturalismo. A questão provavelmente pergunta sobre determinismo, papel do ambiente ou visão de mundo implícita no excerto.

3. O ambiente é pano de fundo ou agente?

Se o espaço físico age sobre os personagens — se o cortiço os molda, os seduz, os destrói —, o ambiente é um personagem. E é isso que o ENEM pergunta.

Para praticar com excertos reais do ENEM organizados por movimento literário, o ENEM Guru tem questões de Linguagens das edições de 2022 a 2024 com explicações em português imediatamente após cada resposta.


Roteiro de estudo para os próximos meses

Com a prova de Linguagens em 8 de novembro de 2026, distribua o estudo desse período em quatro semanas:

Semana 1 — Machado, fase realista: Leia a dedicatória e os três primeiros capítulos de Memórias Póstumas de Brás Cubas (disponível gratuitamente no Domínio Público). Sinta o tom: ironia, autoconsciência, ausência de sentimentalismo. Resolva 5 questões do ENEM com excertos machadianos.

Semana 2 — Dom Casmurro: Leia os capítulos 1–10 e o capítulo final. A pergunta sobre Capitu não tem resposta certa — o que importa é perceber por que o texto não fecha a interpretação. Resolva 5 questões sobre narrador não confiável.

Semana 3 — O Cortiço: Leia o capítulo 1 (a cena do amanhecer, onde o cortiço "acorda") e os capítulos que narram a transformação de Jerônimo. Identifique como o ambiente age como sujeito ativo. Resolva 5 questões.

Semana 4 — questões mistas: Resolva 15 questões com excertos de Machado e Aluísio sem saber de antemão o autor — e aplique o diagnóstico de três perguntas. O objetivo é reconhecer o estilo em até dois minutos por questão.


O Realismo e o Naturalismo não são os movimentos mais difíceis da literatura brasileira para o ENEM — são os que mais recompensam o candidato que entende o papel do narrador. Dominar a ironia de Machado e o determinismo de Aluísio é o que transforma excertos opacos em questões resolvidas.

Para praticar com questões reais organizadas por movimento literário, crie sua conta gratuita no ENEM Guru — 30 questões por dia, com explicações por IA em português.

Linguagens · ENEM 2024

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Alternativas

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre Realismo e Naturalismo para o ENEM?

A diferença central é o que determina o comportamento dos personagens. No Realismo (Machado de Assis), os personagens têm psicologia, motivações e alguma capacidade de escolha — mesmo que a sociedade os limite. No Naturalismo (Aluísio Azevedo), os personagens são determinados pelo ambiente e pela hereditariedade: não têm livre-arbítrio. No ENEM, a pista está na linguagem: ironia e profundidade psicológica apontam para Realismo; descrição científica, animalizações e determinismo ambiental apontam para Naturalismo.

Quais obras de Machado de Assis mais caem no ENEM?

As obras com maior recorrência são Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) — com questões sobre o narrador já-morto e sua ironia —, Dom Casmurro (1899) — com questões sobre o narrador não confiável e a ambiguidade de Capitu — e O Alienista (1882). A banca usa excertos sem indicar o título: o candidato precisa reconhecer o tom irônico e distanciado que marca a voz de Machado em qualquer obra da fase realista.

Capitu traiu ou não traiu Dom Casmurro?

Para o ENEM, a resposta correta é: não há como saber — e isso é proposital. O ENEM usa Dom Casmurro especificamente para questões sobre narrador não confiável: Bento Santiago (Dom Casmurro) conta a história do próprio ponto de vista, selecionando o que incluir, o que omitir e como enquadrar os fatos. O leitor nunca ouve a versão de Capitu. A questão que o ENEM faz não é 'ela traiu?', mas 'o que a construção da narrativa revela sobre quem conta a história?'

Por que O Cortiço é tão importante para o ENEM?

O Cortiço (1890), de Aluísio Azevedo, é o paradigma do Naturalismo brasileiro porque o próprio cortiço — o conjunto habitacional — é o protagonista: ele vive, respira e molda os moradores. O ENEM usa excertos para questões sobre determinismo ambiental, a personificação do espaço e crítica social. Além disso, os temas da obra — habitação precária, exploração do trabalho, desigualdade racial, migração urbana — aparecem como repertório sociocultural para temas de redação.

Machado de Assis sempre foi realista?

Não. Machado de Assis tem duas fases claramente distintas. Na fase romântica (anos 1860–1870), publicou romances sentimentais: Ressurreição (1872), A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878). A virada para o Realismo ocorre em 1881 com Memórias Póstumas de Brás Cubas — um narrador morto, irônico e sem qualquer idealização romântica. Para o ENEM, só a fase realista é relevante.

O que é determinismo no Naturalismo e como identificar em uma questão do ENEM?

Determinismo naturalista é a ideia de que o comportamento humano é totalmente determinado por três forças: meio (ambiente onde o personagem vive), raça (herança biológica) e momento histórico. O personagem não tem livre-arbítrio — ele é produto dessas forças. No ENEM, o sinal é uma descrição que retira a agência do personagem: em vez de 'ele decidiu', o texto diz 'o ambiente o fez', 'a natureza o empurrou'. Jerônimo, em O Cortiço, é o exemplo clássico: chegou trabalhador e disciplinado ao Rio de Janeiro, e o ambiente do cortiço o transformou — sem que pudesse resistir.

Como Machado de Assis pode ser usado como repertório na redação do ENEM?

Machado de Assis é um dos repertórios mais bem avaliados por corretores do ENEM porque combina profundidade literária com crítica social. Personagens como Brás Cubas (privilégio e hipocrisia da elite) e Bentinho em Dom Casmurro (narrativa como construção de poder) servem para temas como desigualdade social, racismo e condição da mulher. Para usar Machado na redação: cite a obra, contextualize a personagem e explicite a conexão com o argumento da tese — não basta escrever 'Machado mostrou que...'

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1,65 milhão de trabalhadores por app ganham 8,3% menos por hora que os demais. IBGE 2024, PLP 152/2025 e proposta de intervenção para o ENEM 2026.

Evasão escolar no ENEM 2026: dados, causas e como argumentar

8,7 milhões de jovens fora da escola sem ensino médio no Brasil. Dados da PNAD 2024, causas estruturais e proposta de intervenção para a redação do ENEM 2026.

Redação do ENEM 2025: análise do tema sobre envelhecimento

4,8 milhões de vestibulandos escreveram sobre envelhecimento no ENEM 2025. Análise do tema, repertórios que funcionaram e lições práticas para o ENEM 2026.

Proibição do celular na escola: argumentos para o ENEM 2026

A Lei 15.100/2025 baniu o celular das escolas brasileiras. Dados verificados, os dois lados do debate e proposta de intervenção nota 200 para a redação do ENEM 2026.

Direito à moradia no ENEM 2026: como argumentar e propor

Moradia é uma das apostas mais fortes para a redação do ENEM 2026. Veja o quadro legal, os argumentos mais sólidos e uma proposta de intervenção completa.

Terras indígenas no ENEM 2026: argumentos, dados e proposta

O STF derrubou o marco temporal (9 votos a 2, 2023). Veja por que terras indígenas é aposta forte no ENEM 2026 — com dados do IBGE e proposta nota 200.

Trabalho análogo à escravidão no ENEM 2026: dados e como argumentar

O Brasil resgatou mais de 68 mil trabalhadores de condições análogas à escravidão desde 1995. Veja dados do MTE, argumentos e proposta para o ENEM 2026.

Simulado ENEM 2026: quantos fazer e como analisar resultados

Faltam 4 meses para o ENEM 2026. Veja quando começar a fazer simulados, quantos por mês e o protocolo para aproveitar cada resultado ao máximo.

SISU, ProUni ou FIES: qual escolher com a nota do ENEM 2026

SISU coloca em federal, ProUni dá bolsa integral, FIES financia mensalidade. Os três usam o ENEM — mas nem todo mundo tem direito aos três.

Geração Nem-Nem no ENEM 2026: dados reais e como argumentar

6,2 milhões de jovens não estudam nem trabalham no Brasil. Veja dados do MTE 2026 e como argumentar sobre a geração Nem-Nem na redação do ENEM.

Copa do Mundo 2026: 4 temas para arrasar na redação do ENEM

A Copa 2026 gerou quase 10 mil ataques racistas e debates sobre gastos públicos. Veja como usar esses temas na redação do ENEM com argumentação completa.

Ditadura Militar no ENEM 2026: do AI-5 ao 'Ainda Estou Aqui'

'Ainda Estou Aqui' ganhou o Oscar em 2025. O tema do filme — ditadura militar — é um dos mais cobrados no ENEM. Veja como estudar para 2026.

1.º e 2.º dia do ENEM 2026: matérias, horários e estratégia

Saiba o que cai no 1.º e 2.º dia do ENEM 2026, os horários exatos para 8 e 15 de novembro, o que levar e como distribuir seu tempo na prova.

Acesso à leitura no ENEM 2026: como estruturar sua redação

29% dos brasileiros são analfabetos funcionais, aponta o Inaf 2024. Veja dados, repertório e como estruturar sua redação sobre acesso à leitura no ENEM 2026.

Democracia pode cair no ENEM 2026: prepare sua redação

Com eleições em outubro e ENEM 14 dias depois, democracia é o tema mais urgente de 2026. Repertório, argumentos e proposta de intervenção prontos.

Durkheim, Marx e Weber no ENEM 2026: o que cada um defende

Durkheim, Marx e Weber respondem por boa parte das questões de Sociologia no ENEM. Saiba o conceito central de cada um e como diferenciá-los na prova.

Filosofia no ENEM 2026: os 8 filósofos que mais caem e o que estudar

Contratualismo, Filosofia Antiga e Kant dominam as questões de Filosofia em Humanas. Saiba o que o ENEM cobra de cada filósofo e como não travar no dia da prova.

Racismo estrutural no ENEM 2026: dados reais e como argumentar

77% das vítimas de homicídio no Brasil em 2024 eram negras. Aprenda a argumentar sobre racismo estrutural com dados do Atlas da Violência (IPEA) e Silvio Almeida.

Modernismo no ENEM 2026: as 3 fases e os autores essenciais

Modernismo domina as questões de literatura no ENEM. Conheça as 3 fases, os autores mais cobrados em cada uma e como interpretar excertos modernistas na prova.

Romantismo no ENEM 2026: as 3 gerações e autores essenciais

O Romantismo brasileiro tem 3 gerações com estilos opostos. Entenda quais autores caem no ENEM em cada fase e como interpretar excertos românticos.