Atualizado em 25 de maio de 2026

Temas prováveis da redação ENEM 2026: 7 apostas e argumentos

O ENEM 2025 surpreendeu com envelhecimento. Veja os 7 temas mais prováveis para novembro de 2026, com justificativa, estrutura de argumento e repertório pronto para cada um.

Resumo — o que você vai aprender

  • O ENEM nunca repetiu tema — os 7 temas deste guia são todos inéditos nos últimos 10 anos.
  • O ENEM 2025 foi envelhecimento; os principais cursinhos não apostaram nesse tema — mas quem tinha repertório amplo argumentou bem assim.
  • Mais importante do que acertar o tema é saber construir argumento dissertativo-argumentativo para qualquer problema social.
  • Para cada um dos 7 temas: por que tem chance, estrutura de argumento completa e 3 repertórios-chave para usar na prova.
  • A prova é em 8 de novembro — 167 dias a partir de hoje. Tempo suficiente para praticar as 5 competências com profundidade.

Em novembro de 2025, o INEP revelou o tema da redação do ENEM: "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira". Dos temas que os principais cursinhos listaram como apostas quentes — IA, apostas esportivas, saúde mental —, nenhum era exatamente esse. Isso não significa que estudar apostas é inútil. Significa que o objetivo real das apostas não é acertar o tema: é construir repertório sólido para argumentar sobre qualquer problema social. Este guia vai além de uma lista de chutes: primeiro explica como o INEP pensa, depois traz os 7 temas com mais evidências para novembro de 2026, com estrutura de argumento e repertório pronto para cada um.

Como o INEP escolhe o tema da redação

Não existe fórmula oficial — o INEP nunca divulga os critérios de seleção. Mas analisar os temas das últimas edições revela padrões consistentes.

O tema nunca se repete

Desde 1998, o ENEM não aplicou o mesmo tema duas vezes. Isso exclui automaticamente qualquer grupo ou problema que já teve seu espaço: violência contra a mulher (2015), racismo (2017), manipulação de dados na internet (2018), trabalho de cuidado da mulher (2023), herança africana e povos tradicionais (2024) e envelhecimento (2025) estão fora do radar para 2026.

O tema tem âncora em política pública brasileira

Os temas do ENEM quase sempre se articulam com algum debate legislativo, programa de governo ou crise social em curso no Brasil. O tema de 2018 (dados na internet) coincidiu com o escândalo Cambridge Analytica e o debate que levou à LGPD (Lei 13.709/2018). O de 2023 (trabalho de cuidado da mulher) ressoou com debates sobre o trabalho doméstico invisível na economia. O de 2025 (envelhecimento) dialogou com a crise previdenciária e o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003). Para 2026, os temas com maior atividade legislativa ou debate de política pública têm vantagem.

O recorte é sempre brasileiro

Mesmo quando o tema é global — como IA ou crise climática —, o INEP pede análise no contexto brasileiro. Isso define quais repertórios têm mais valor: legislação nacional (CF/88, ECA, LDB, CLT), dados do IBGE e PNAD, órgãos como o IPEA, eventos históricos do Brasil. Repertório internacional (OMS, OIT, ONU) complementa, mas não substitui o ancoramento brasileiro.

O tema favorece a argumentação humanista

A redação do ENEM exige proposta de intervenção do Estado ou da sociedade. Temas que favorecem argumentos sociológicos, jurídicos, históricos e filosóficos são preferidos a temas puramente técnicos. "Como a IA funciona tecnicamente" não é tema do ENEM — "Os desafios para a regulação da IA no Brasil e seus impactos no trabalho" é.


Temas que já caíram e não voltam

A lista completa e oficial está no site do INEP. Os temas abaixo são confirmados — você não precisa estudá-los como possibilidade de 2026.

AnoTema
2010O trabalho na construção da dignidade humana
2011Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado
2015A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
2016Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
2017Caminhos para combater o racismo no Brasil
2018Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
2019Democratização do acesso ao cinema no Brasil
2023Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil
2024Desafios para a valorização da herança africana e dos povos e comunidades tradicionais no Brasil
2025Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira

Os 7 temas mais prováveis para o ENEM 2026

Cada tema abaixo cumpre os quatro critérios implícitos do INEP: é inédito nas edições recentes, tem âncora em debate de política pública brasileira atual, tem recorte nacional e favorece argumentação humanista.

1. Regulamentação das apostas esportivas e saúde financeira da população

Por que tem chance: O Brasil regulamentou o mercado de apostas esportivas a partir da Portaria MF nº 1.475/2023, mas o debate sobre os impactos sociais continuou em 2025 e 2026. Relatórios do Banco Central e do Ministério da Fazenda documentaram uso de benefícios sociais em plataformas de apostas, mobilizando o Congresso. A combinação de vício, vulnerabilidade financeira e proteção insuficiente ao consumidor é exatamente o tipo de problema social que o INEP costuma explorar.

Estrutura de argumento:

  • Tese: A expansão das apostas esportivas digitais no Brasil, sem regulação eficaz, aprofunda a vulnerabilidade financeira das populações de baixa renda, exigindo intervenção do Estado.
  • Argumento 1: O design das plataformas — bônus de boas-vindas, notificações constantes, ciclos rápidos de ganho e perda — explora mecanismos de vício documentados pela neurociência e afeta desproporcionalmente jovens e trabalhadores de baixa renda.
  • Argumento 2: O transtorno do jogo é reconhecido pela OMS (CID-11, código 6C50) como condição de saúde mental que exige tratamento — não apenas sanção penal ao apostador.
  • Intervenção: O Ministério da Fazenda, em parceria com o Ministério da Saúde, deve criar um fundo de proteção ao apostador — financiado por percentual da receita bruta das plataformas licenciadas —, destinado a tratamento de dependência e reabilitação financeira, com foco em beneficiários de programas sociais.

Repertório-chave:

  • Portaria MF nº 1.475/2023 e o Marco Regulatório de Apostas no Brasil
  • OMS, CID-11: transtorno do jogo como condição de saúde mental (código 6C50)
  • Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990): proteção contra práticas comerciais abusivas

2. Inteligência artificial e desigualdade no mercado de trabalho

Por que tem chance: O Marco Legal da Inteligência Artificial brasileiro (PL 2338/2023, em tramitação no Congresso desde 2023) é o maior debate de política digital do país atualmente. Relatórios da OIT alertam para o risco de automação eliminar postos de trabalho de trabalhadores de baixa qualificação — os mais vulneráveis no Brasil, onde mais da metade da força de trabalho atua na informalidade segundo a PNAD Contínua (IBGE).

Estrutura de argumento:

  • Tese: A adoção acelerada de inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro aprofunda desigualdades ao eliminar empregos de trabalhadores de baixa qualificação sem oferecer mecanismos de requalificação.
  • Argumento 1: Trabalhadores informais — que representam mais de 38 milhões de brasileiros (PNAD Contínua/IBGE) — não têm acesso a seguro-desemprego nem a programas de requalificação quando perdem postos para a automação.
  • Argumento 2: A ausência de um marco regulatório claro permite que empresas adotem IA sem responsabilidade pelo impacto social sobre os trabalhadores deslocados, transferindo ao Estado o ônus de políticas compensatórias tardias.
  • Intervenção: O Estado brasileiro, por meio do Ministério do Trabalho, deve criar um fundo de requalificação profissional — financiado por empresas que adotam automação acima de percentual definido em lei —, a fim de garantir transição justa para trabalhadores deslocados por sistemas de IA, priorizando regiões com maior concentração de empregos em risco.

Repertório-chave:

  • PL 2338/2023 (Marco Legal da IA no Brasil) — em tramitação no Congresso Nacional
  • OIT: relatório sobre o futuro do trabalho e automação (disponível em ilo.org)
  • Constituição Federal, Art. 7º: direito ao trabalho digno e à proteção contra automação arbitrária

3. Saúde mental dos jovens brasileiros

Por que tem chance: A pandemia de COVID-19 deixou rastro documentado de transtornos de ansiedade e depressão entre adolescentes no mundo inteiro. A OMS aponta a depressão como principal causa de incapacidade entre jovens de 10 a 19 anos globalmente (Mental Health Action Plan 2013–2030). No Brasil, pesquisas universitárias e dados do Ministério da Saúde documentam crescimento de diagnósticos entre 2020 e 2025. O tema ainda não foi cobrado no ENEM e ressoa diretamente com a audiência da prova.

Estrutura de argumento:

  • Tese: A crise de saúde mental entre adolescentes brasileiros é um problema de saúde pública agravado por fatores estruturais — isolamento, pressão acadêmica e uso excessivo de redes sociais — que exigem resposta integrada do Estado.
  • Argumento 1: As escolas públicas brasileiras carecem de profissionais de saúde mental em número suficiente. A Lei 13.935/2019 obriga escolas públicas a terem psicólogos e assistentes sociais, mas a implementação permanece incompleta em grande parte do país.
  • Argumento 2: Algoritmos de redes sociais amplificam conteúdos de comparação social e autolesão, expondo adolescentes a gatilhos sem mediação adequada. A ausência de literacia emocional no currículo escolar deixa jovens sem ferramentas para processar essas pressões.
  • Intervenção: O Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia, deve ampliar o programa de saúde mental escolar — por meio de contratação efetiva de psicólogos nas escolas públicas e inclusão de literacia emocional na Base Nacional Comum Curricular —, a fim de oferecer acolhimento precoce e reduzir o subdiagnóstico entre jovens de baixa renda.

Repertório-chave:

  • OMS, Mental Health Action Plan 2013–2030: depressão como principal causa de incapacidade em adolescentes
  • Lei 13.935/2019: obrigatoriedade de psicólogos e assistentes sociais em escolas públicas
  • Byung-Chul Han, "A Sociedade do Cansaço": análise filosófica da pressão por performance e esgotamento na sociedade contemporânea

4. Direitos dos trabalhadores de plataformas digitais

Por que tem chance: Segundo a PNAD Contínua (IBGE 2023), o Brasil tem mais de 1,5 milhão de trabalhadores por aplicativo. O STF e o TST julgaram casos sobre vínculo empregatício de entregadores e motoristas. O governo federal propôs legislação específica em 2024. Esse debate sobre uberização reúne direitos trabalhistas, precarização e desigualdade — terreno fértil para o INEP.

Estrutura de argumento:

  • Tese: A expansão do trabalho por plataformas digitais criou uma categoria de trabalhadores sem proteção social básica no Brasil, aprofundando desigualdades históricas do mundo do trabalho.
  • Argumento 1: A classificação como autônomo impede acesso a FGTS, licença-maternidade e auxílio-desemprego. Trabalhadores de aplicativo enfrentam instabilidade de renda sem nenhuma rede de seguridade — vulnerabilidade que a CLT (Decreto-Lei 5.452/1943) foi criada justamente para evitar.
  • Argumento 2: O controle algorítmico das plataformas — pontuação, banimento, definição unilateral de preços por corrida — configura, na prática, subordinação jurídica, elemento essencial do vínculo empregatício segundo a CLT. A classificação como autônomo é jurídica e economicamente inconsistente com a realidade do trabalho.
  • Intervenção: O Congresso Nacional deve aprovar legislação específica para trabalhadores de plataformas — criando uma categoria intermediária com contribuição previdenciária mínima, seguro de acidente de trabalho e piso de remuneração —, a fim de incluí-los na Previdência Social sem inviabilizar o modelo digital.

Repertório-chave:

  • PNAD Contínua (IBGE 2023): mais de 1,5 milhão de trabalhadores de aplicativo no Brasil
  • CLT, Art. 3º: definição de empregado e critérios de subordinação jurídica
  • OIT Recomendação 198 (2006): critérios internacionais para identificação da relação de trabalho

5. Evasão escolar no ensino médio

Por que tem chance: O IBGE documenta consistentemente que milhões de jovens brasileiros abandonam a escola antes de concluir o ensino médio, com a necessidade de trabalhar como principal motivo declarado. O governo federal criou o Pé-de-Meia justamente para combater a evasão com transferência de renda condicionada à frequência. O tema tem âncora direta em política pública recente e atinge o público do ENEM de forma pessoal.

Estrutura de argumento:

  • Tese: A evasão escolar no ensino médio brasileiro é produzida por fatores estruturais de pobreza, não por desinteresse dos jovens, e exige políticas que ataquem as causas econômicas do abandono.
  • Argumento 1: A necessidade de trabalhar para complementar a renda familiar é a principal razão declarada para o abandono escolar entre jovens de 15 a 17 anos (PNAD/IBGE), revelando que a exclusão escolar é, antes de tudo, uma expressão da desigualdade social brasileira.
  • Argumento 2: A reprovação em série funciona como mecanismo de exclusão: jovens que repetem dois anos consecutivos têm probabilidade muito maior de abandonar a escola, segundo levantamentos do Instituto Unibanco — o que evidencia que o sistema escolar ainda não está adaptado às realidades de populações em vulnerabilidade.
  • Intervenção: O MEC, em parceria com estados e municípios, deve expandir e fortalecer o Pé-de-Meia como política de permanência — por meio de transferência condicional de renda vinculada à frequência escolar —, priorizando municípios com maiores taxas de evasão no ensino médio público, a fim de neutralizar o fator econômico como causa do abandono.

Repertório-chave:

  • PNAD Contínua (IBGE): taxa de abandono escolar no ensino médio por faixa de renda
  • Lei 9.394/1996 (LDB): educação básica obrigatória e dever do Estado
  • Programa Pé-de-Meia: incentivo financeiro à permanência escolar (instituído em 2024)

6. Proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais

Por que tem chance: Em 2024, o Brasil aprovou legislação restringindo o acesso de menores de 14 anos a redes sociais, gerando debate sobre responsabilidade das plataformas, liberdade e saúde mental. Governos de Austrália, Reino Unido e França tomaram medidas semelhantes. A OMS e pesquisadores de saúde pública produziram evidências sobre o impacto de redes sociais no desenvolvimento de adolescentes. O tema une tecnologia, saúde, família e papel do Estado — combinação favorita do INEP.

Estrutura de argumento:

  • Tese: A proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital não pode depender exclusivamente das famílias, pois os riscos têm origem no design das próprias plataformas — exigindo regulação estatal e responsabilização das empresas.
  • Argumento 1: Algoritmos de recomendação são projetados para maximizar engajamento, não para proteger usuários vulneráveis. A auto-regulação das plataformas tem se mostrado insuficiente globalmente: estudos internos da Meta (divulgados em 2021) já apontavam o impacto negativo do Instagram na autoestima de adolescentes.
  • Argumento 2: A proibição por faixa etária é de difícil fiscalização e tende a ser contornada facilmente. A solução efetiva exige redesenho dos sistemas de moderação e responsabilização jurídica das plataformas por danos a menores, não apenas proibição formal.
  • Intervenção: A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos, deve implementar certificação obrigatória de adequação para plataformas com usuários menores de 18 anos — por meio de auditorias algorítmicas independentes e penalidades proporcionais ao porte da empresa —, garantindo ambientes digitais que priorizem o desenvolvimento saudável.

Repertório-chave:

  • Lei 8.069/1990 (ECA): proteção integral da criança e do adolescente como prioridade absoluta do Estado
  • LGPD (Lei 13.709/2018), Art. 14: proteção especial ao tratamento de dados de crianças e adolescentes
  • OMS, Mental Health Action Plan: impacto do uso de redes sociais na saúde mental de adolescentes

7. Déficit habitacional e o direito à moradia nas cidades brasileiras

Por que tem chance: O déficit habitacional no Brasil supera 8 milhões de moradias, segundo a Fundação João Pinheiro — instituição que produz o indicador oficial para o governo federal. O programa Minha Casa Minha Vida foi relançado em 2023. A crise habitacional nas grandes cidades — ocupações irregulares, remoções, encortiçamento — é tema com forte dimensão de desigualdade, raça e direito constitucional. O tema ainda não foi cobrado e tem argumentação humanista direta.

Estrutura de argumento:

  • Tese: O déficit habitacional brasileiro é expressão de uma falha estrutural do Estado em garantir o direito constitucional à moradia, especialmente às populações de baixa renda nos centros urbanos.
  • Argumento 1: A especulação imobiliária e a ausência de zoneamento inclusivo nas grandes cidades expulsam trabalhadores para periferias distantes, ampliando desigualdade de acesso a emprego, saúde e educação — reproduzindo ciclos de pobreza que a moradia precária perpetua.
  • Argumento 2: A habitação precária gera custos sociais que superam o investimento preventivo: saneamento inadequado produz doenças, falta de espaço compromete o desenvolvimento escolar de crianças, e insegurança jurídica da posse impede que moradores invistam em melhoria do imóvel.
  • Intervenção: O Ministério das Cidades, em parceria com municípios, deve ampliar o programa Minha Casa Minha Vida — com faixa exclusiva para populações em situação de rua e moradores de áreas de risco —, priorizando cidades com maior déficit per capita e associando a construção à regularização fundiária, para garantir segurança jurídica à posse.

Repertório-chave:

  • Fundação João Pinheiro: Déficit Habitacional no Brasil (pesquisa oficial do governo federal)
  • Constituição Federal, Art. 6º: moradia como direito social fundamental
  • Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001): função social da propriedade urbana e instrumentos de regularização fundiária

Como se preparar para qualquer tema

Nenhum cursinho acertou o tema do ENEM 2025. O que você pode garantir não é adivinhar novembro — é estar pronto para qualquer problema social com uma estrutura robusta.

Os 3 pilares da preparação genérica

1. Domine a estrutura: toda redação nota alta tem tese clara na introdução, dois argumentos com repertório pertinente e proposta de intervenção com os 5 elementos obrigatórios — agente, ação, meio, finalidade e efeito. Isso não muda com o tema. Pratique a estrutura com os 7 temas deste guia até ela ser automática.

2. Construa repertório horizontal: estude 3–4 leis brasileiras que se aplicam a múltiplos temas (CF/88, ECA, LDB, CLT, LGPD), 2–3 dados do IBGE e 2–3 organismos internacionais (ONU, OMS, OIT). Um dado do IBGE sobre desigualdade de renda serve para temas de habitação, evasão escolar, trabalho precário e apostas esportivas ao mesmo tempo. Repertório versátil é mais eficiente do que decorar dados específicos de cada tema.

3. Pratique com feedback estruturado: escrever sem saber onde está errando é ineficiente. Identificar qual das 5 competências está derrubando sua nota é o que separa evolução de repetição de erros.

O corretor de redação do ENEM Guru oferece análise por competência em menos de 2 minutos — identificando especificamente se a perda está na proposta de intervenção (C5), no desvio temático (C2) ou na coesão (C3 e C4). Comece com um dos 7 temas deste guia: escreva, corrija, reescreva.

A prova é em 8 de novembro — 167 dias a partir de hoje. Tempo suficiente para escrever e corrigir pelo menos 20 redações antes de sentar na cadeira. Crie sua conta grátis no ENEM Guru →

Perguntas frequentes

Qual foi o tema da redação do ENEM 2025?

O tema da redação do ENEM 2025 foi 'Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira', confirmado pela Agência Gov (agenciagov.ebc.com.br) após a aplicação da prova em novembro de 2025. O tema surpreendeu: poucos cursinhos apostaram especificamente nele, o que reforça a importância de construir repertório amplo em vez de estudar apenas temas pontuais.

O ENEM pode repetir o tema da redação de um ano anterior?

Não há regra oficial que proíba a repetição, mas desde a criação do ENEM em 1998 o INEP nunca repetiu exatamente o mesmo tema de redação. Temas muito próximos também são raros: herança africana e povos tradicionais (2024) e envelhecimento (2025) representam perfis sociais completamente distintos, mesmo sendo ambos temas de inclusão. Para 2026, qualquer tema que já apareceu nos últimos 10 anos pode ser excluído com segurança das apostas.

Qual tema tem mais chance de cair na redação do ENEM 2026?

Não existe resposta definitiva — o INEP não divulga os critérios de seleção. Os temas com maior convergência de evidências para 2026 são: regulamentação das apostas esportivas (debate legislativo ativo desde 2023), saúde mental dos jovens (agenda de saúde pública pós-pandemia), inteligência artificial e mercado de trabalho (Marco Legal da IA em tramitação no Congresso), e direitos dos trabalhadores de plataformas digitais (mais de 1,5 milhão de pessoas afetadas, segundo o IBGE). Qualquer um deles cumpre os critérios implícitos do INEP: inédito, âncora em política pública brasileira, recorte nacional.

Como construir um argumento sólido para qualquer tema de redação?

A estrutura funciona para qualquer tema social: (1) Introdução com tese clara que delimita o problema e seu impacto. (2) Argumento 1: causa estrutural do problema, com repertório (dado oficial, lei, autor). (3) Argumento 2: consequência ou segunda dimensão do problema, com repertório distinto do primeiro. (4) Conclusão com proposta de intervenção contendo os 5 elementos: agente, ação, meio, finalidade e efeito. A banca avalia o encadeamento lógico — não a opinião. Um bom argumento pode defender qualquer posição desde que sustentado com repertório pertinente.

Quantas redações devo escrever antes do ENEM?

Não existe número mágico, mas a prática consistente supera a quantidade bruta. Escrever 20 redações com correção detalhada pelas 5 competências é mais eficiente do que 50 sem feedback. O ideal é uma redação por semana a partir de maio, com análise competência por competência, identificando o ponto de maior perda de pontos e focando nele na semana seguinte.

Como usar repertório de forma eficiente na redação?

Repertório eficiente responde a uma pergunta: 'este dado ou autor prova a minha tese?' Se a resposta for não, não use. A banca penaliza citações decorativas — quando o nome do filósofo aparece mas o conceito não é aplicado. Use legislação brasileira (CF/88, ECA, LDB), dados do IBGE ou de órgãos internacionais (OMS, OIT, ONU) com a fonte explícita, e conceitos de autores com o conceito específico aplicado ao tema. Um dado bem usado vale mais do que três nomes famosos jogados sem contexto.

O que é proposta de intervenção e por que ela zera a nota?

A proposta de intervenção é o elemento avaliado pela Competência 5 (C5), que vale até 200 pontos. Ela deve conter 5 elementos: agente (quem vai agir), ação (o que vai fazer), meio (como vai fazer), finalidade (para quê) e efeito ou detalhamento. Uma proposta genérica como 'o governo deve criar políticas públicas' não tem agente específico, não tem meio e não tem efeito — e pode zerar a C5, representando perda imediata de até 200 pontos na nota total.

Tenha sua redação corrigida nas 5 competências do ENEM

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